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A morte de Tsibale aproxima duas famílias que jamais imaginaram compartilhar o mesmo destino.

 

O que parecia uma história de rivalidade entre duas mulheres que descobrem estar casadas com o mesmo homem transforma-se numa narrativa sobre amizade, memória, pertencimento e reconstrução.

Entre perdas, dilemas éticos e conflitos, Ana e Rivka descobrem que uma família pode nascer até mesmo de circunstâncias improváveis.

Como nasceu esse romance

Em 7 de outubro de 2023, um ataque terrorista do Hamas contra Israel matou cerca de 1.200 pessoas e sequestrou mais de 250, levadas como reféns para Gaza.

 

Os acontecimentos que se seguiram deixaram marcas profundas em Israel, em Gaza e em comunidades judaicas espalhadas pelo mundo. Multiplicaram-se episódios de antissemitismo: sinagogas pichadas, ameaças nas redes sociais e hostilidade aberta em espaços públicos.

 

Para nós, judeus da diáspora, foram tempos de medo e de luto compartilhado. Vivemos em diferentes países e falamos diferentes línguas, mas fazemos parte de um só povo.

 

Foi nesse contexto que nasceu As duas esposas de Tsibale. Escrever este romance foi a maneira que encontrei de sublimar essa dor pessoal e coletiva; transformar em narrativa aquilo para o que tantas vezes faltam palavras, organizar o luto e, de algum modo, seguir em frente.

Conversando sobre As duas esposas de Tsibale

 

Em março de 2026, participei do programa De Volta pra Casa, da Rádio Cultura, para conversar sobre

As duas esposas de Tsibale, seus personagens e alguns dos temas presentes no romance.

A seguir, apresento uma versão editada dessa conversa.

 

Por que Tsibale aparece principalmente por meio da memória das outras personagens?

 

Porque ele é o vetor da história. É a morte de Tsibale que reúne aquelas famílias e desencadeia todos os acontecimentos. Ele é o eixo da narrativa, mas quem age são as pessoas ao seu redor: suas esposas, seus filhos e seus amigos. São elas que conduzem a história.

 

O romance também procura mostrar diferentes formas de viver a identidade judaica?

Sim. Um dos objetivos do livro foi justamente evitar generalizações. O antissemitismo, como toda forma de racismo, nasce dos estereótipos. Quando alguém afirma que "o judeu é isso" ou "o judeu é aquilo", a primeira pergunta deveria ser: de que judeu estamos falando? Há judeus religiosos e não religiosos, israelenses e da diáspora, de diferentes tradições culturais e diferentes maneiras de compreender sua identidade. Mostrar essa diversidade era fundamental para mim.

 

Você escreveu esperando que o leitor julgasse os personagens?

 

Não. Escrevi para que o leitor se apaixonasse por todos eles. Não queria que gostasse mais de uma esposa do que da outra, nem de um filho mais do que dos demais. Procurei construir personagens capazes de despertar compreensão, porque eu mesma me apaixonei por eles durante a escrita. Tanto que pretendo continuar essa história no futuro.

 

Um convite ao leitor

 

Espero que você leia As duas esposas de Tsibale e se apaixone por suas personagens. É uma história que procura discutir temas complexos sem abrir mão da humanidade de seus protagonistas e, ao mesmo tempo, convida o leitor a conhecer um pouco mais da cultura judaica.

Ouça a entrevista completa que dei para a Rádio Cultura, em 12 março de 2026

ouça a entrevista completa.png

Em março de 2026, As duas esposas de Tsibale foi recomendado pela revista A Hebraica, na seção "Livros e Amigos".

indicação A Hebraica.png

Leitores falam sobre o romance

Daniela Wainer - 42 anos
Formação: Jornalismo e Filosofia
Rio de Janeiro
Mayara Ferreira - 37 anos
Formação: Direito
São Paulo
Jayme Brenner - 65 anos
Formação: Jornalismo e História
São Paulo
Christiane Mazur Doi - 56 anos
Formação: Engenharia
São Paulo
Golda Cenciper - 62 anos
Formação: Medicina
São Paulo
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Resenha de As duas esposas de Tsibale
Profa. Dra. Roseli Gimenes, Instituto Legus

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Ouça a primeira página de As duas esposas de Tsibale, por Adilson da Silva Oliveira

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